Receitas 2018-03-01T18:45:50+00:00

RECEITAS

Feitas com amor para você.

RECEITAS

Feitas com amor para você.

Pé de MolequePor ThamiresNão tive muito contato com a minha avó durante a infância, ela morava em outra cidade e a gente quase não ia visitá-la, e ela também vinha muito pouco. Fiquei adulta e ela ficou doente, precisou vir morar com a gente... Eu estava grávida do meu primeiro filho! Quando a gente vira mãe, se conecta ainda mais com a nossa origem. Aquele momento sob o mesmo teto foi um divisor de águas. Passei a ouvir as histórias da fazenda, do meu avô que morreu antes mesmo de eu nascer, de como era ser professora naquela época. Ali ela, mesmo pouco lúcida, se mostrou mais presente do que nunca. Eu que sempre fui da cozinha, perguntava sobre o que ela comia, como gostava, como eram preparadas as coisas a tantos anos atrás, sem geladeira, sem esses nossos apetrechos modernos. Ela sempre respondia com orgulho que na fazenda apenas o sal era comprado fora! O pé de moleque era o doce mais esperado pelos filhos, o tacho grande derretendo a rapadura, o amendoim torrando no fogão, a colher de pau que não parava de mexer, o tabuleiro sendo cortado e todo mundo em volta. Essa receita é daquelas que vai sendo passada de mãe pra filho, porque cada detalhe importa na hora de fazer algo tão simples. A vovó não viveu em tempo de conhecer o meu pequeno, uma semana antes ela nos deixou, mas são essas memórias afetivas que a mantém por perto. Por aqui não tem pé de moleque sem Dona Maria.
Ragu de Bochecha de Porco com Musseline de mandiocaPor LanlanQuando criança adorava buscar os gravetos enquanto minha avó cortava a lenha para manter o fogão aceso. O porco tinha que ser aproveitado, inteiro, a safra da mandioca também. Foi daí que saiu essa receita incrível, com cheiro de roça, fogão à lenha e panela de ferro. O fogo lá nunca se apagava, sempre uma panela de água quente no fogão, dia a dia, eu comia aquela comida tão simples, mas tão criativa e com tanta história pra contar. Vovó se foi, mas deixou-me um patrimônio maravilhoso, sua cozinha não sai da minha memória.
Pão de Batata-Baroa da Dona AlicePor TiagoA receita do pão de batata-baroa da Dona Alice, chamada carinhosamente de vozinha, por todos seus 12 netos, foi passada com muito amor para um membro dentro da família de cada um de seus 5 filhos. Em casa, fui eu quem herdou a receita e me lembro de, ainda criança, estar ao seu lado sempre que fazia o tão esperado pão. Comecei sovando a massa a partir do ponto que ela não conseguia mais e vigiando a bolinha de massa enquanto o pão crescia. Esse, tinha que descansar com um pano por cima e caso não houvesse sol, ia direto para dentro do forno quentinho. Outras três regras primordiais da Dona Alice eram: pincelar a gema em cima, polvilhar açúcar cristal e sempre fazer as tranças. A única parte que não tem regra é a de como comer o pão, há aqueles que preferem com manteiga e mais açúcar cristal por cima (caso do meu irmão), com requeijão........ e até com......... Contudo, me recordo de um dia em que depois de eu assar uma fornada dos queridos pães, fui conversar com ela e contar que ela quem havia me ensinado. Porém, já com Alzheimer em estado avançado, ela me disse que não era possível aquilo, pois não sabia cozinhar e eu, já com um nó na garganta, apenas balancei a cabeça negativamente. Assim, escolhi compartilhar essa receitas para que ela não se perca nunca mais, como aconteceu na cabeça da minha amada vozinha, e para que possa contribuir com momentos saborosos e de muita felicidade dentro de outras famílias também.
Bolo de Fubá Cremoso com coco ralado na horaPor AndreiaDona Áurea, minha vó tem 89 anos, é a pessoa mais linda, brava e amorosa desse mundo! Seus abraços apertados são aqueles dos quais você não quer sair nunca mais. Ela foi escolhida pela minha mãe pra ser minha madrinha, e por mim, para ser madrinha do meu casamento. Quando faço esse bolo de fubá cremoso pra ela e recebo um "que delicia fia" meus coração se enche de amor e meus olhos se enchem de lágrimas de Felicidade. Cozinhar e comer pra mim são atos divinos, com os quais você pode transmitir e receber o que há de mais bonito e mais profundo. Comer esse bolinho cremoso com o cafezinho coado, torrado e moído pela dona Áurea nos faz entender porque estamos aqui nesse mundo, para dar e receber amor.
Empada de frango da vó ZilnePor anaclaramontezToda vez que surge o assunto “avó” em alguma roda de amigos, me dá até vergonha de ter tanta coisa incrível para falar da minha. Minha avó, mãe da minha mãe, é uma verdadeira artista, da época em que “do it yourself” e "handmade" não eram uma tendência, mas uma realidade nem um pouco valorizada. Ela costurou meus vestidos mais lindos na infância, "pra Giovanna Baby nenhum botar defeito", teve uma confecção de biquínis (não por coincidência se chamava Ana Morena), pintou quadros, cerâmica, madeira e até sapato ela já fez. Agora, quando entramos no assunto “comida de vó”, fica até injusto competir. A lista é extensa, e eu fico metida mesmo. Desde o melhor bauru do mundo, servido despretensiosamente nas tardes de quinta, ao bolo de morango com um merengue de um palmo de altura, coisa que “ninguém faz igual”, segundo a própria ( e é verdade!). Minha avó é aquela pessoa que não vê dificuldade nenhuma em entrar na cozinha e preparar um banquete, seja numa segunda-feira ou numa ceia de Natal. E isso minha mãe puxou dela - não à toa nasceu esse blog. Na verdade, foi minha vó que reinventou o termo “banquete”, já que no meio de semana é comum almoçar por lá um nhoque de batatas com molho de tomate e um bolo mousse de sobremesa (campeão das encomendas de aniversário). Tudo feito por ela e pelo meu vô, seu parceiro de vida e de fogão. Nessa família (6 filhos e 13 netos), a comida é muito mais do que uma simples combinação de ingredientes, é o que conta nossas histórias: como aquele leitão com feijão tropeiro do Natal que todo mundo já sabia quem o outro tinha tirado no amigo secreto, ou aquele frango ao molho pardo do Dia das Pais que o os filhos e cunhados brigaram pela moela, teve ainda a torta de limão daquele aniversário que durou tanto que os vizinhos reclamaram do barulho. Mas nada representa melhor a comida de Zilne Know-How quanto aquela empada de frango com catupiry. É culpa dela que eu não consigo comer empada em nenhum outro lugar: por melhor que seja, nenhuma “chega no chulé” da dela. Seja pela massa, que marca presença sem ser notada como massuda. Seja pelo recheio, saboroso, úmido, mas nem de longe enjoativo. O equilíbrio é tão perfeito que não dá vontade de comer toda a massa e deixar o recheio para o final, ou vice-versa. E é essa receita que compartilho com vocês.
Bolo de fubá com calda de goiabada da ZozóPor AmandaDia de domingo era o dia de bolo lá em casa. Minha mãe, sempre exagerada, não se contentava em fazer um, apenas. Fazia dois e as vezes três bolos naquelas tardes quentes. O bolo de goma era o carro chefe, sempre o mais esperado e devorado e o de fubá era o doce que mais se repetia. Tomávamos café preto e comíamos bolo como se não houvesse amanhã! Que gula, meu Deus! Confesso que sempre gostei do milho e todos os seus derivados, mas ele tem se tornado mais especial depois que casei e vim morar longe. A calda de goiaba arremata a saudade e afaga o coração nordestino! Espero que gostem da receita! 😉
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Pé de MolequePor ThamiresNão tive muito contato com a minha avó durante a infância, ela morava em outra cidade e a gente quase não ia visitá-la, e ela também vinha muito pouco. Fiquei adulta e ela ficou doente, precisou vir morar com a gente... Eu estava grávida do meu primeiro filho! Quando a gente vira mãe, se conecta ainda mais com a nossa origem. Aquele momento sob o mesmo teto foi um divisor de águas. Passei a ouvir as histórias da fazenda, do meu avô que morreu antes mesmo de eu nascer, de como era ser professora naquela época. Ali ela, mesmo pouco lúcida, se mostrou mais presente do que nunca. Eu que sempre fui da cozinha, perguntava sobre o que ela comia, como gostava, como eram preparadas as coisas a tantos anos atrás, sem geladeira, sem esses nossos apetrechos modernos. Ela sempre respondia com orgulho que na fazenda apenas o sal era comprado fora! O pé de moleque era o doce mais esperado pelos filhos, o tacho grande derretendo a rapadura, o amendoim torrando no fogão, a colher de pau que não parava de mexer, o tabuleiro sendo cortado e todo mundo em volta. Essa receita é daquelas que vai sendo passada de mãe pra filho, porque cada detalhe importa na hora de fazer algo tão simples. A vovó não viveu em tempo de conhecer o meu pequeno, uma semana antes ela nos deixou, mas são essas memórias afetivas que a mantém por perto. Por aqui não tem pé de moleque sem Dona Maria.
Ragu de Bochecha de Porco com Musseline de mandiocaPor LanlanQuando criança adorava buscar os gravetos enquanto minha avó cortava a lenha para manter o fogão aceso. O porco tinha que ser aproveitado, inteiro, a safra da mandioca também. Foi daí que saiu essa receita incrível, com cheiro de roça, fogão à lenha e panela de ferro. O fogo lá nunca se apagava, sempre uma panela de água quente no fogão, dia a dia, eu comia aquela comida tão simples, mas tão criativa e com tanta história pra contar. Vovó se foi, mas deixou-me um patrimônio maravilhoso, sua cozinha não sai da minha memória.
Pão de Batata-Baroa da Dona AlicePor TiagoA receita do pão de batata-baroa da Dona Alice, chamada carinhosamente de vozinha, por todos seus 12 netos, foi passada com muito amor para um membro dentro da família de cada um de seus 5 filhos. Em casa, fui eu quem herdou a receita e me lembro de, ainda criança, estar ao seu lado sempre que fazia o tão esperado pão. Comecei sovando a massa a partir do ponto que ela não conseguia mais e vigiando a bolinha de massa enquanto o pão crescia. Esse, tinha que descansar com um pano por cima e caso não houvesse sol, ia direto para dentro do forno quentinho. Outras três regras primordiais da Dona Alice eram: pincelar a gema em cima, polvilhar açúcar cristal e sempre fazer as tranças. A única parte que não tem regra é a de como comer o pão, há aqueles que preferem com manteiga e mais açúcar cristal por cima (caso do meu irmão), com requeijão........ e até com......... Contudo, me recordo de um dia em que depois de eu assar uma fornada dos queridos pães, fui conversar com ela e contar que ela quem havia me ensinado. Porém, já com Alzheimer em estado avançado, ela me disse que não era possível aquilo, pois não sabia cozinhar e eu, já com um nó na garganta, apenas balancei a cabeça negativamente. Assim, escolhi compartilhar essa receitas para que ela não se perca nunca mais, como aconteceu na cabeça da minha amada vozinha, e para que possa contribuir com momentos saborosos e de muita felicidade dentro de outras famílias também.
Bolo de Fubá Cremoso com coco ralado na horaPor AndreiaDona Áurea, minha vó tem 89 anos, é a pessoa mais linda, brava e amorosa desse mundo! Seus abraços apertados são aqueles dos quais você não quer sair nunca mais. Ela foi escolhida pela minha mãe pra ser minha madrinha, e por mim, para ser madrinha do meu casamento. Quando faço esse bolo de fubá cremoso pra ela e recebo um "que delicia fia" meus coração se enche de amor e meus olhos se enchem de lágrimas de Felicidade. Cozinhar e comer pra mim são atos divinos, com os quais você pode transmitir e receber o que há de mais bonito e mais profundo. Comer esse bolinho cremoso com o cafezinho coado, torrado e moído pela dona Áurea nos faz entender porque estamos aqui nesse mundo, para dar e receber amor.
Empada de frango da vó ZilnePor anaclaramontezToda vez que surge o assunto “avó” em alguma roda de amigos, me dá até vergonha de ter tanta coisa incrível para falar da minha. Minha avó, mãe da minha mãe, é uma verdadeira artista, da época em que “do it yourself” e "handmade" não eram uma tendência, mas uma realidade nem um pouco valorizada. Ela costurou meus vestidos mais lindos na infância, "pra Giovanna Baby nenhum botar defeito", teve uma confecção de biquínis (não por coincidência se chamava Ana Morena), pintou quadros, cerâmica, madeira e até sapato ela já fez. Agora, quando entramos no assunto “comida de vó”, fica até injusto competir. A lista é extensa, e eu fico metida mesmo. Desde o melhor bauru do mundo, servido despretensiosamente nas tardes de quinta, ao bolo de morango com um merengue de um palmo de altura, coisa que “ninguém faz igual”, segundo a própria ( e é verdade!). Minha avó é aquela pessoa que não vê dificuldade nenhuma em entrar na cozinha e preparar um banquete, seja numa segunda-feira ou numa ceia de Natal. E isso minha mãe puxou dela - não à toa nasceu esse blog. Na verdade, foi minha vó que reinventou o termo “banquete”, já que no meio de semana é comum almoçar por lá um nhoque de batatas com molho de tomate e um bolo mousse de sobremesa (campeão das encomendas de aniversário). Tudo feito por ela e pelo meu vô, seu parceiro de vida e de fogão. Nessa família (6 filhos e 13 netos), a comida é muito mais do que uma simples combinação de ingredientes, é o que conta nossas histórias: como aquele leitão com feijão tropeiro do Natal que todo mundo já sabia quem o outro tinha tirado no amigo secreto, ou aquele frango ao molho pardo do Dia das Pais que o os filhos e cunhados brigaram pela moela, teve ainda a torta de limão daquele aniversário que durou tanto que os vizinhos reclamaram do barulho. Mas nada representa melhor a comida de Zilne Know-How quanto aquela empada de frango com catupiry. É culpa dela que eu não consigo comer empada em nenhum outro lugar: por melhor que seja, nenhuma “chega no chulé” da dela. Seja pela massa, que marca presença sem ser notada como massuda. Seja pelo recheio, saboroso, úmido, mas nem de longe enjoativo. O equilíbrio é tão perfeito que não dá vontade de comer toda a massa e deixar o recheio para o final, ou vice-versa. E é essa receita que compartilho com vocês.
Bolo de fubá com calda de goiabada da ZozóPor AmandaDia de domingo era o dia de bolo lá em casa. Minha mãe, sempre exagerada, não se contentava em fazer um, apenas. Fazia dois e as vezes três bolos naquelas tardes quentes. O bolo de goma era o carro chefe, sempre o mais esperado e devorado e o de fubá era o doce que mais se repetia. Tomávamos café preto e comíamos bolo como se não houvesse amanhã! Que gula, meu Deus! Confesso que sempre gostei do milho e todos os seus derivados, mas ele tem se tornado mais especial depois que casei e vim morar longe. A calda de goiaba arremata a saudade e afaga o coração nordestino! Espero que gostem da receita! 😉
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