Receitas 2018-03-01T18:45:50+00:00

RECEITAS

Feitas com amor para você.

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Feitas com amor para você.

Macarrão da vovóPor dalva.avelino37@bol.comNo famosos domingo,os netos sempre escolhem o famoso Macarrão da vovó.Passando de um canal para o outro estava passando a receita desse macarrão me interessei e nunca mais parei de fazer.A família adora e sempre que reunimos o prato preferido é sempre o macarrão da vovó
Cartola – Queijo com BananaPor RaphaelCom uma frigideira Deli&Co, faço uma camada de açucar no fundo, corto as Bananas d'agua e o queijo em fatias e vou preenchendo toda superfície.
Sopa de passadini da vó ZelindaPor DeborahNão me lembro quando tomei esta sopa pela primeira vez e nem quando passei a considerá-la uma receita da família. Eu achava que todo mundo conhecia e que era tão comum quanto a sopa de capeletti (que também era maravilhosa, mas a de passadini sempre foi a minha preferida). A história que me lembro é que na cidade da mãe da minha vó, na Itália, faziam pão em casa e tinham muitas cabras e galinhas. Assim, com o pão que sempre sobrava e o queijo parmesão, além dos ovos, faziam esta massa para acrescentar na canja ou na sopa de feijão. Minha vó fazia muita coisa gostosa. Ela, nascida em Belo Horizonte, aprendeu tudo da culinária italiana com a mãe e as irmãs mais velhas, vindas da Itália. Como éramos os netos que moravam em São Paulo, tínhamos muitas regalias nas longas férias que passávamos com ela, na Vila Panicali (uma vila construída por meu bisavô, Torquato Panicali, onde cada um dos 7 filhos tinha uma casa com grande terreno, que com o tempo, foram transformando-se em mais casas). As férias na vila eram sempre uma grande alegria, pois, eram muitos primos, de primeiro ou segundo grau, muitas tias e tias-avós, com muita comida gostosa. Em cada porta, uma comida gostosa para provar. Era o dia todo brincando e comendo gostosuras feitas em casa. Além de todos os tipos de massa, tinha esta “massinha”, diferente das demais, que era colocada na sopa, dando um sabor muito especial. Hoje quem faz esta sopa é minha mãe, Seconda Aida, e esta massa foi ganhando tanto destaque, que passou a ser o ingrediente principal. Eu sempre pedia para colocar bastante “passadini’’. E, assim, a sopa de passadini tornou-se o prato principal do jantar do dia de Natal. Depois de toda a comida da véspera e dia de Natal, a sopa fecha a data com “chave de ouro”, sempre acompanhada de um bom vinho!
Broinha de fubá e uma saudadePor FernandaFérias, quando eu era criança, duravam uma eternidade. No interior de Minas, então, onde minha avó mora, um dia rendia que só. A sensação era de o tempo ter parado. A cada 15 minutos, porém, o sino da igreja contava as horas para a gente. Às 11 badaladas, o almoço já estava na mesa. A couve picada bem fininha e o angu virado num prato daqueles de vidro amarelo são inesquecíveis. Aliás, minhas memórias afetivas da infância sempre envolvem comida. Depois do almoço, era hora de brincar com os primos. Às 14h, já tinha dado tempo de colocar a casa da vóvis de pernas para o ar. O melhor, porém, ainda estava por vir. Mais umas três badaladas do sino, um pouco antes do “vai tomar banho que a água da serpentina já está quente” — a hora mais temida do dia, com certeza —, vinha o chamado doce da minha avó. É hora do café. Ao contrário do chamado para o banho, esse a gente atendia correndo, literalmente. Eu contava os minutos para me esbaldar naquela mesa farta. Biscoitos de polvilho, que, parecendo tesouro, ficavam guardados numa lata enorme; rosquinhas de sal amoníaco, que, mergulhadas numa xícara de café com leite, desmanchavam na boca; broinhas de fubá com erva-doce, bem douradinhas, fofas por fora e ocas por dentro, esconderijo perfeito para uma fatia do queijo fresco da fazenda da minha tia-avó. Eu adorava tudo, mas é a broinha que até hoje me faz voltar à infância. Fecho os olhos e vejo a cena: minha avó misturando ovos, leite e fubá de canjica numa linda tigela de louça, boleando as broinhas numa xícara de chá, espiando o tabuleiro no forno. Amor dosado sem medidas em cada etapa. Bons tempos aqueles. Os tempos agora são outros. Os dias passam voando, as curtas férias que passo lá no interior com a minha avó não são suficientes para matar a saudade. Quando ela aperta, vou logo para a cozinha. Como minha avó, cozinhar é a minha linguagem do amor. Preparo, então, a receita que ela me ensinou da broinha. Misturo ovos, leite e fubá naquela mesma tigela que ela usava (esta da foto), boleio as broinhas numa xícara como antigamente e, enquanto assam, fico ali vigiando o forno. Tudo se repete décadas depois. Mas agora sou eu que cozinho, de alguma forma, para ela. O tempo para de novo quando o cheiro da erva-doce invade a casa. É hora de passar um café e voltar, como num passe de mágica, lá para as Minas Gerais da minha infância. Uma só mordida e, pronto, estou de novo dentro do abraço da vóvis. O tempo me ensinou que melhor lugar não há.
O macarrão com calabresa da Vó CandinhaPor maryriguettiSabe quando você vai para a cozinha preparar um prato e os perfumes dos ingredientes ativam sua memória e em segundos vem aquele sentimento bom? Esse cheiro de infância vem do macarrão com calabresa da vó Maria Cândida, chamada pelos filhos e netos carinhosamente de Candinha. Ela era uma grande mulher, não em tamanho, mas nem sua estatura franzina escondia uma pessoa forte, batalhadora e apaixonada pela sua família. Lembro que as tarde na casa da vovó eram sempre acompanhadas de histórias, como João e Maria. Essa era sua favorita. Outra coisa que nunca faltava eram os bolinhos de chuva ou de polvilho e muito amor. Quando o sol começava a se por e nossos pais estavam chegando para nos buscar, a Candinha já começava a preparar o jantar. “Imagina, sair daqui sem comer, vai ficar com fraqueza. Espera que a vó vai fazer um macarrãozinho”. Foi assim, com todo esse cuidado, que o macarrão com calabresa da Candinha virou tradição e toda vez que faço a receita, lembro com saudade daquela época que não volta mais.
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Macarrão da vovóPor dalva.avelino37@bol.comNo famosos domingo,os netos sempre escolhem o famoso Macarrão da vovó.Passando de um canal para o outro estava passando a receita desse macarrão me interessei e nunca mais parei de fazer.A família adora e sempre que reunimos o prato preferido é sempre o macarrão da vovó
Cartola – Queijo com BananaPor RaphaelCom uma frigideira Deli&Co, faço uma camada de açucar no fundo, corto as Bananas d'agua e o queijo em fatias e vou preenchendo toda superfície.
Sopa de passadini da vó ZelindaPor DeborahNão me lembro quando tomei esta sopa pela primeira vez e nem quando passei a considerá-la uma receita da família. Eu achava que todo mundo conhecia e que era tão comum quanto a sopa de capeletti (que também era maravilhosa, mas a de passadini sempre foi a minha preferida). A história que me lembro é que na cidade da mãe da minha vó, na Itália, faziam pão em casa e tinham muitas cabras e galinhas. Assim, com o pão que sempre sobrava e o queijo parmesão, além dos ovos, faziam esta massa para acrescentar na canja ou na sopa de feijão. Minha vó fazia muita coisa gostosa. Ela, nascida em Belo Horizonte, aprendeu tudo da culinária italiana com a mãe e as irmãs mais velhas, vindas da Itália. Como éramos os netos que moravam em São Paulo, tínhamos muitas regalias nas longas férias que passávamos com ela, na Vila Panicali (uma vila construída por meu bisavô, Torquato Panicali, onde cada um dos 7 filhos tinha uma casa com grande terreno, que com o tempo, foram transformando-se em mais casas). As férias na vila eram sempre uma grande alegria, pois, eram muitos primos, de primeiro ou segundo grau, muitas tias e tias-avós, com muita comida gostosa. Em cada porta, uma comida gostosa para provar. Era o dia todo brincando e comendo gostosuras feitas em casa. Além de todos os tipos de massa, tinha esta “massinha”, diferente das demais, que era colocada na sopa, dando um sabor muito especial. Hoje quem faz esta sopa é minha mãe, Seconda Aida, e esta massa foi ganhando tanto destaque, que passou a ser o ingrediente principal. Eu sempre pedia para colocar bastante “passadini’’. E, assim, a sopa de passadini tornou-se o prato principal do jantar do dia de Natal. Depois de toda a comida da véspera e dia de Natal, a sopa fecha a data com “chave de ouro”, sempre acompanhada de um bom vinho!
Broinha de fubá e uma saudadePor FernandaFérias, quando eu era criança, duravam uma eternidade. No interior de Minas, então, onde minha avó mora, um dia rendia que só. A sensação era de o tempo ter parado. A cada 15 minutos, porém, o sino da igreja contava as horas para a gente. Às 11 badaladas, o almoço já estava na mesa. A couve picada bem fininha e o angu virado num prato daqueles de vidro amarelo são inesquecíveis. Aliás, minhas memórias afetivas da infância sempre envolvem comida. Depois do almoço, era hora de brincar com os primos. Às 14h, já tinha dado tempo de colocar a casa da vóvis de pernas para o ar. O melhor, porém, ainda estava por vir. Mais umas três badaladas do sino, um pouco antes do “vai tomar banho que a água da serpentina já está quente” — a hora mais temida do dia, com certeza —, vinha o chamado doce da minha avó. É hora do café. Ao contrário do chamado para o banho, esse a gente atendia correndo, literalmente. Eu contava os minutos para me esbaldar naquela mesa farta. Biscoitos de polvilho, que, parecendo tesouro, ficavam guardados numa lata enorme; rosquinhas de sal amoníaco, que, mergulhadas numa xícara de café com leite, desmanchavam na boca; broinhas de fubá com erva-doce, bem douradinhas, fofas por fora e ocas por dentro, esconderijo perfeito para uma fatia do queijo fresco da fazenda da minha tia-avó. Eu adorava tudo, mas é a broinha que até hoje me faz voltar à infância. Fecho os olhos e vejo a cena: minha avó misturando ovos, leite e fubá de canjica numa linda tigela de louça, boleando as broinhas numa xícara de chá, espiando o tabuleiro no forno. Amor dosado sem medidas em cada etapa. Bons tempos aqueles. Os tempos agora são outros. Os dias passam voando, as curtas férias que passo lá no interior com a minha avó não são suficientes para matar a saudade. Quando ela aperta, vou logo para a cozinha. Como minha avó, cozinhar é a minha linguagem do amor. Preparo, então, a receita que ela me ensinou da broinha. Misturo ovos, leite e fubá naquela mesma tigela que ela usava (esta da foto), boleio as broinhas numa xícara como antigamente e, enquanto assam, fico ali vigiando o forno. Tudo se repete décadas depois. Mas agora sou eu que cozinho, de alguma forma, para ela. O tempo para de novo quando o cheiro da erva-doce invade a casa. É hora de passar um café e voltar, como num passe de mágica, lá para as Minas Gerais da minha infância. Uma só mordida e, pronto, estou de novo dentro do abraço da vóvis. O tempo me ensinou que melhor lugar não há.
O macarrão com calabresa da Vó CandinhaPor maryriguettiSabe quando você vai para a cozinha preparar um prato e os perfumes dos ingredientes ativam sua memória e em segundos vem aquele sentimento bom? Esse cheiro de infância vem do macarrão com calabresa da vó Maria Cândida, chamada pelos filhos e netos carinhosamente de Candinha. Ela era uma grande mulher, não em tamanho, mas nem sua estatura franzina escondia uma pessoa forte, batalhadora e apaixonada pela sua família. Lembro que as tarde na casa da vovó eram sempre acompanhadas de histórias, como João e Maria. Essa era sua favorita. Outra coisa que nunca faltava eram os bolinhos de chuva ou de polvilho e muito amor. Quando o sol começava a se por e nossos pais estavam chegando para nos buscar, a Candinha já começava a preparar o jantar. “Imagina, sair daqui sem comer, vai ficar com fraqueza. Espera que a vó vai fazer um macarrãozinho”. Foi assim, com todo esse cuidado, que o macarrão com calabresa da Candinha virou tradição e toda vez que faço a receita, lembro com saudade daquela época que não volta mais.
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